sábado, 12 de dezembro de 2009

Do dia em que não tive medo

É, eu sei que ainda não estou de férias...



Eu ouvi um “para sempre”, um “nunca nos separarmos”, um “amor da vida”, e quer saber? Eu não me assustei, nem um pouco, eu não hesitei nem um minuto, não fiquei com a garganta seca nem minha cabeça começou a girar a mil por hora planejando um plano infalível de sair dali. Não, dessa vez eu queria ficar, dessa vez eu até me permiti pensar sobre, eu me permiti acreditar. Pode ser que o nosso “para sempre” seja muito pouco tempo diante da eternidade, mas o que fica são as lembranças, e eu me lembrarei do dia em que eu não tive medo, do dia em que eu nem ao menos pensei sobre ter receio; eu apenas fiquei leve e consenti em sonhar, ser levada pelo sonho alheio para um lugar distante.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Agora só nas férias ;~

domingo, 22 de novembro de 2009

Do meu jeito de dizer que gosto de você

Mila Monteiro diz:
entendii ;]
eu só sei que você me faz bem
que eu gosto de estar com você
que a gente se entende
que eu sinto sua falta
e que você é especial pra mim ;x

sábado, 14 de novembro de 2009

Sobre o meu medo

Eu que escrevo sobre arriscar-se, não ter medo do desconhecido, de parecer vulnerável; eu que escrevo sobre dizer “eu te amo”, tenho medo. Eu não havia percebido como meu medo é grande. Meu medo de ficar vulnerável dizendo tudo que eu sinto misturado e confuso aqui dentro faz-me parecer uma mentirosa. Eu percebi que vendo a imagem do dizer-tudo-que-se-sente-a-qualquer-hora-e-pra-quem-for, mesmo fazendo o contrário. Mas eu defendo isso sim. Acho lindo, e se você me pedir um conselho é isso mesmo que eu vou dizer. Mas há alguma coisa aqui dentro que me impede de agir assim; acho que nunca disse nem a uma terceira pessoa que já amei; para falar a verdade eu não sei se já ou não. Esse tal de amor sempre deixo meio no banco de reservas quando tento falar de sentimentos, não porque eu não ame, amo sim, amo muito; é só porque às vezes não sei reconhecê-lo.
Tenho medo que as pessoas percam o interesse em mim como eu costumava fazer. O máximo que eu disse a quem eu mais gostei, foi: “-Eu acho que gosto de você.” É, foi triste.
Nos filmes sempre fazem parecer que a mulher que é assim tem um ar misterioso que deixa todo mundo louco, mas não é realmente desse jeito; descobri que esse medo impede as pessoas de também demonstrarem seus sentimentos. Já disseram que eu sou meio fria, mas não sou. Aqui dentro tem tanta coisa, tanto amor, tanto carinho.
Vou tentar, a partir de agora, esquecer do medo, e deixar transbordar todo bem querer que há em mim.

sábado, 31 de outubro de 2009

“Agora te escreverei tudo que vier a minha mente com o menor policiamento possível.” C.L.

Pois é, estou mais velha: 19 anos. Ah, eu acho 19 anos tão blá, não tem a empolgação dos 18, nem o medo dos 20. 19 anos é tão perdido no tempo, tão “não sei quem sou nem o que vou fazer da minha vida” (embora essa dúvida perdure, em muitos casos, por toda a vida). 19 anos é desejar com todas as forças poder passar uma tarde de dia da semana jogada no sofá assistindo TV, mas não poder porque tenho que estudar, ir à universidade, ir ao inglês, etc, etc, etc. 19 anos também é farra, é ter amigos mais que especiais, sem os quais os 19 anos não teriam a mínima graça. 19 anos é ter entrado na universidade e ter conhecido pessoas realmente boas. Espero saber aproveitar bem esse ano, pois daqui a pouco minha velhice não vai caber nos meus dedinhos.
Mudando de assunto, já que não devo mesmo me policiar, muito menos me preocupar se um assunto tem ligação com o outro, eu estava pensando esses dias no destino. Elaborei mais ou menos uma teoria: inventaram essa história de destino por medo. Medo de saber que se não tivessem se atrasado 5 minutos a vida poderia ter sido diferente. Só é parar e pensar, quantas pessoas você conheceu em situações que se você tivesse feito uma coisinha diferente não seria assim? Será destino? Ou um emaranhado de possibilidades e oportunidades que a gente vai seguindo como num labirinto? Mas talvez no fim desse labirinto todinho a gente encontre mesmo o danado do destino. Não sei. Só sei que eu seria outra pessoa se não tivesse vivido o que vivi, se não tivesse assistido aos filmes que assisti nem lido aos livros que li, muito menos se não tivesse conhecido as pessoas que eu conheci. Só não sei se eu seria melhor ou pior, talvez o melhor seja não pensar nisso. Gosto de mim assim, eu acho. Mas me dá um apertinho pensar que há um mundo de possibilidades, e quando você escolhe uma delas, está perdendo todas as outras. Será que se agora ao invés de estar aqui escrevendo eu estivesse na rua, conheceria o amor da minha vida? Não sei. Talvez quando eu terminar aqui eu vá dá uma espiada pra ver se ele ainda está lá.
Eu tenho que tomar banho, lavar o cabelo, fazer hidratação, ir ao salão, arrumar meu quarto, passar as fotos, terminar o filme que eu comecei ontem, ler um pouquinho, fazer exercício do inglês...ai, queria tanto poder parar o tempo. Esse malandro tá correndo tão depressa ultimamente. A gente já tá praticamente em novembro! Isso me assusta de um jeito inimaginável, saber que tudo tá passando tão rápido, e eu me sinto na obrigação de aproveitar ao máximo. Quando começo a tentar me imaginar daqui a uns 10 anos, não sei nem por onde começar. Será que vou casar, ter filhos? Será que continuarei morando aqui? Será que terei os mesmos amigos de hoje? Em quê vou trabalhar? Não sei. Só o tempo vai dizer. Apenas espero não chegar aos 40 anos e me arrepender de não ter feito tudo que eu queria fazer. Quero viajar muito ainda, muito mesmo; quero conhecer gente, de todos os tipos, tamanhos e cores; quero aprender muito; quero ler trilhões de livros e assistir a mesma quantidade de filmes; quero saber falar francês fluente; quero continuar rindo de tudo. Quero ser feliz, oras.

domingo, 25 de outubro de 2009

Água Viva

"Mas eu denuncio. Denuncio nossa fraqueza, denuncio o horror alucinante de morrer - e respondo a toda essa infâmia com - exatamente isto que vai agora ficar escrito - e respondo a toda essa infâmia com a alegria. Puríssima e levíssima alegria. A minha única salvação é a alegria. Uma alegria atonal dentro do it essencial. Não faz sentido? Pois tem que fazer. Porque é cruel demais saber que a vida é única e que não temos como garantia senão a fé em trevas - porque é cruel demais, então respondo com a pureza de uma alegria indomável. Recuso-me a ficar triste. Sejamos alegres. Quem não tiver medo de ficar alegre e experimentar uma só vez sequer a alegria doida e profunda terá o melhor de nossa verdade. Eu estou - apesar de tudo oh apesar de tudo - estou sendo alegre neste instante-já que passa se eu não fixá-lo com palavras. Estou sendo alegre neste mesmo instante porque me recuso a ser vencida: então eu amo. Como resposta. Amor impessoal, amor it, é alegria: mesmo o amor que não dá certo, mesmo o amor que termina. E minha própria morte e a dos que amamos tem que ser alegre, não sei ainda como, mas tem que ser. Viver é isto: alegria do it. E conformar-me não como vencida mas num allegro com brio."
C.L.

sábado, 10 de outubro de 2009

Solidão [3]

Ontem eu decidi ser sozinha. Pelo menos por uma noite, uma noite minha, só minha. Filme romanticozinho com choro no final, céu estrelado, contemplação. Sentar em frente ao espelho para tentar se achar, ver-se por inteiro, achar algo escondido por dentro do castanho dos meus olhos. Do que eu gosto? De quem eu gosto? Quem eu quero ter por perto sempre? O que me faz bem? A quem eu quero bem? Eu sei de algumas coisas, já as outras escapam pelas minhas mãos. Estou em constante mudança; entre um piscar e outro já não sou eu mesma, uma metamorfose ambulante, como diria Raulzito. Diante dessa dinamicidade do ser eu me perco, penso se não seria melhor ser estática; vontades, gostos, amores, idéias sempre os mesmos. Mas não, aí não teria graça, prefiro mudar, sempre. Entre uma gargalhada e outra há minha tristeza. Entre uma lágrima e outra há minha alegria. Entre os meus tantos eus há você. Mas eu não sei se você teria paciência para decifrar todas as minhas faces, saber quando eu só quero você por perto me abraçando; ou quando eu não quero o silêncio, quero que você fale e fale sobre tudo, sobre o mundo, você, eu, nós. Devido a essa dificuldade, deixo você ficar do meu lado sem me decifrar, acho que no final das contas sou indecifrável. Se você decifra o meu eu hoje, amanhã já não sou a mesma. Deixo você ficar sem entender, mas aí tem que sentir. Sentir vale mais, muito mais. Se não sente, vai embora, mas se sente, vem pra perto. Eu sempre te procurei, porque além de você entre os meus eus há também a solidão. E a você que eu ainda não sei quem é, peço que venha logo, vem me fazer ser eu junto com você, porque nessa noite só minha eu percebi que não gosto tanto assim da solidão.