quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Eu me boicoto

Eu me boicoto. Fato. Essa é a única explicação para minha incorrigível mania de complicar o que é fácil, certo. A gente passa a vida toda procurando o equilíbrio, perguntando-se quando tudo dará certo. A maioria das pessoas vibra quando alcança esse tão falado equilíbrio; eu, ao contrário, sinto-me presa, agoniada, afasto-me. Isso não é coisa de gente boa da cabeça, é como se o caminho, a dúvida me apetecesse mais que a segurança, o conforto. Tá, é bonitinho ser assim no começo, "a garota que não consegue se prender"; mas, depois de um tempo comecei a me perguntar qual era o meu problema, então, decidi que garotas como eu precisam de algo mais para se prender, muito mais, pois a gente sente mais, apesar de acreditarem que a gente sente é de menos. Então lá fui eu a procura do meu algo mais, procurei, procurei e procurei. Agora achei o que estava sempre ao meu lado. Ele é diferente, sabe. Ele é paciente, e eu também sou diferente ao lado dele. Com os outros eu nem pestanejava em botar um ponto final e sair leve, livre, com sentimento de missão cumprida. Com ele é diferente, ás vezes sinto a agonia de costume, mas aí percebo que esse meu jeito faz mal a ele. Por ele eu penso duas vezes, eu tento mudar. Ele escovou meus dentes, sabe. Num dia que eu tava com preguiça de ir até o banheiro, ele trouxe a escova e escovou meus dentes. Não é todo mundo que tem quem escove seus dentes. Aí eu lembro de tudo isso e percebo que já tá na hora de eu parar de boicotar minha felicidade, tá na hora de flutuar, deixar-se levar, não pensar tanto, não procurar problemas. Hoje acordei bem, pensando no quando ele me faz bem.

sábado, 9 de janeiro de 2010

São quatro horas da tarde e eu ainda estou de camisola, não fiz nada que se possa dizer produtivo hoje e tô com uma agonia sem fim. Odeio esses dias assim. Eu sei, eu sei, só depende de mim, mas parece uma sequência de coisas que fogem do controle e me fazem sentir assim, como se eu não pudesse interferir em absolutamente nada. Estou sozinha (perceba-se a diferença entre ser e estar) e isso já me dá um apertinho aqui por dentro, terminei de assistir Desejo e Reparação e isso me deu um nó na garganta, li muito, e dependendo do que eu leio começo a pensar, penso também por estar sozinha - se eu estivesse com um monte de gente estaria rindo, conversando e não pensando. E pensar pra mim é muito complicado, sempre termino com uma agonia maior ainda. E o livro que eu estava lendo tá aqui do meu lado, mas eu parei, fechei-o. Não quero mais nós na garganta nem apertinhos por aqui. Mas ele tá aqui, do meu lado, meio que pedindo pra ser aberto, e eu tô sozinha e não tem nada para fazer. Vou ler, to nem aí, eu sinto, e apesar de tudo é bom sentir. Vou ler até o nó desatar, ás vezes essas coisas acontecem, em quantidades grandes às vezes temos um efeito contrário do que esperávamos. Vou ler, ler e ler. Depois vou assistir a um daqueles filmes que fazem você querer ir direto pra cama, aqueles que fazem com que você não tenha vontade de falar com ninguém, aqueles que fazem você se sentir só, porque apenas você assistiu e está se sentindo assim nesse momento e nenhuma palavra caberia pra você tentar explicar qualquer coisa. Tô nem aí, vou fazer tudo isso, e depois encontrar com minhas amigas, rir de tudo, botar os papos em dia, e parecer que sou daquelas pessoas que não pensam sobre tudo, que não sentem demais.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Do dia em que não tive medo

É, eu sei que ainda não estou de férias...



Eu ouvi um “para sempre”, um “nunca nos separarmos”, um “amor da vida”, e quer saber? Eu não me assustei, nem um pouco, eu não hesitei nem um minuto, não fiquei com a garganta seca nem minha cabeça começou a girar a mil por hora planejando um plano infalível de sair dali. Não, dessa vez eu queria ficar, dessa vez eu até me permiti pensar sobre, eu me permiti acreditar. Pode ser que o nosso “para sempre” seja muito pouco tempo diante da eternidade, mas o que fica são as lembranças, e eu me lembrarei do dia em que eu não tive medo, do dia em que eu nem ao menos pensei sobre ter receio; eu apenas fiquei leve e consenti em sonhar, ser levada pelo sonho alheio para um lugar distante.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Agora só nas férias ;~

domingo, 22 de novembro de 2009

Do meu jeito de dizer que gosto de você

Mila Monteiro diz:
entendii ;]
eu só sei que você me faz bem
que eu gosto de estar com você
que a gente se entende
que eu sinto sua falta
e que você é especial pra mim ;x

sábado, 14 de novembro de 2009

Sobre o meu medo

Eu que escrevo sobre arriscar-se, não ter medo do desconhecido, de parecer vulnerável; eu que escrevo sobre dizer “eu te amo”, tenho medo. Eu não havia percebido como meu medo é grande. Meu medo de ficar vulnerável dizendo tudo que eu sinto misturado e confuso aqui dentro faz-me parecer uma mentirosa. Eu percebi que vendo a imagem do dizer-tudo-que-se-sente-a-qualquer-hora-e-pra-quem-for, mesmo fazendo o contrário. Mas eu defendo isso sim. Acho lindo, e se você me pedir um conselho é isso mesmo que eu vou dizer. Mas há alguma coisa aqui dentro que me impede de agir assim; acho que nunca disse nem a uma terceira pessoa que já amei; para falar a verdade eu não sei se já ou não. Esse tal de amor sempre deixo meio no banco de reservas quando tento falar de sentimentos, não porque eu não ame, amo sim, amo muito; é só porque às vezes não sei reconhecê-lo.
Tenho medo que as pessoas percam o interesse em mim como eu costumava fazer. O máximo que eu disse a quem eu mais gostei, foi: “-Eu acho que gosto de você.” É, foi triste.
Nos filmes sempre fazem parecer que a mulher que é assim tem um ar misterioso que deixa todo mundo louco, mas não é realmente desse jeito; descobri que esse medo impede as pessoas de também demonstrarem seus sentimentos. Já disseram que eu sou meio fria, mas não sou. Aqui dentro tem tanta coisa, tanto amor, tanto carinho.
Vou tentar, a partir de agora, esquecer do medo, e deixar transbordar todo bem querer que há em mim.

sábado, 31 de outubro de 2009

“Agora te escreverei tudo que vier a minha mente com o menor policiamento possível.” C.L.

Pois é, estou mais velha: 19 anos. Ah, eu acho 19 anos tão blá, não tem a empolgação dos 18, nem o medo dos 20. 19 anos é tão perdido no tempo, tão “não sei quem sou nem o que vou fazer da minha vida” (embora essa dúvida perdure, em muitos casos, por toda a vida). 19 anos é desejar com todas as forças poder passar uma tarde de dia da semana jogada no sofá assistindo TV, mas não poder porque tenho que estudar, ir à universidade, ir ao inglês, etc, etc, etc. 19 anos também é farra, é ter amigos mais que especiais, sem os quais os 19 anos não teriam a mínima graça. 19 anos é ter entrado na universidade e ter conhecido pessoas realmente boas. Espero saber aproveitar bem esse ano, pois daqui a pouco minha velhice não vai caber nos meus dedinhos.
Mudando de assunto, já que não devo mesmo me policiar, muito menos me preocupar se um assunto tem ligação com o outro, eu estava pensando esses dias no destino. Elaborei mais ou menos uma teoria: inventaram essa história de destino por medo. Medo de saber que se não tivessem se atrasado 5 minutos a vida poderia ter sido diferente. Só é parar e pensar, quantas pessoas você conheceu em situações que se você tivesse feito uma coisinha diferente não seria assim? Será destino? Ou um emaranhado de possibilidades e oportunidades que a gente vai seguindo como num labirinto? Mas talvez no fim desse labirinto todinho a gente encontre mesmo o danado do destino. Não sei. Só sei que eu seria outra pessoa se não tivesse vivido o que vivi, se não tivesse assistido aos filmes que assisti nem lido aos livros que li, muito menos se não tivesse conhecido as pessoas que eu conheci. Só não sei se eu seria melhor ou pior, talvez o melhor seja não pensar nisso. Gosto de mim assim, eu acho. Mas me dá um apertinho pensar que há um mundo de possibilidades, e quando você escolhe uma delas, está perdendo todas as outras. Será que se agora ao invés de estar aqui escrevendo eu estivesse na rua, conheceria o amor da minha vida? Não sei. Talvez quando eu terminar aqui eu vá dá uma espiada pra ver se ele ainda está lá.
Eu tenho que tomar banho, lavar o cabelo, fazer hidratação, ir ao salão, arrumar meu quarto, passar as fotos, terminar o filme que eu comecei ontem, ler um pouquinho, fazer exercício do inglês...ai, queria tanto poder parar o tempo. Esse malandro tá correndo tão depressa ultimamente. A gente já tá praticamente em novembro! Isso me assusta de um jeito inimaginável, saber que tudo tá passando tão rápido, e eu me sinto na obrigação de aproveitar ao máximo. Quando começo a tentar me imaginar daqui a uns 10 anos, não sei nem por onde começar. Será que vou casar, ter filhos? Será que continuarei morando aqui? Será que terei os mesmos amigos de hoje? Em quê vou trabalhar? Não sei. Só o tempo vai dizer. Apenas espero não chegar aos 40 anos e me arrepender de não ter feito tudo que eu queria fazer. Quero viajar muito ainda, muito mesmo; quero conhecer gente, de todos os tipos, tamanhos e cores; quero aprender muito; quero ler trilhões de livros e assistir a mesma quantidade de filmes; quero saber falar francês fluente; quero continuar rindo de tudo. Quero ser feliz, oras.